Segurança Pública

Ação no Paraná e mais 4 estados investiga ligação de facção com setor de combustíveis

Wanderley GraeffPor Wanderley Graeff
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Ação no Paraná e mais 4 estados investiga ligação de facção com setor de combustíveis
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Uma megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (28/5) pelo Gaeco e pela Receita Federal colocou sob os refletores um sofisticado complexo de lavagem de dinheiro que interliga o mercado de combustíveis à facção criminosa PCC. A nova fase da Operação Carbono Oculto mobilizou agentes para cumprir 55 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

 

No paraná, os mandatos são cumpridos em Cascavel e Paranavaí.

 

Mesmo após ofensivas policiais anteriores, o grupo criminoso — liderado por figuras conhecidas como Mohamad Hussein Mourad ("Primo") e Roberto Augusto Leme da Silva ("Beto Louco") — continuou a movimentar cifras milionárias. A estratégia consistia na criação de uma rede paralela de empresas de fachada e o uso de contas digitais para camuflar o dinheiro oriundo de fraudes tributárias e adulteração de combustíveis.

 

Engenharia financeira

A investigação revelou uma profissionalização extrema do esquema:

Bancos Paralelos: Pelo menos seis fintechs eram utilizadas para triangular pagamentos entre distribuidoras, postos e fundos de investimento.

 

Centralização de Caixas: Dezenas de postos operavam de forma integrada, afunilando os recursos em poucas contas para blindar os verdadeiros donos.

 

Uso de Laranjas: Empresas eram registradas em nome de parentes, pessoas vulneráveis e até detentos.

 

Além da maquiagem financeira, a operação mira o desvio de nafta petroquímica na Grande São Paulo, usada na adulteração de combustíveis. O patrimônio dos quatro fundos de investimento investigados saltou mais de 200% em cerca de um ano, atingindo a marca de R$ 205 milhões. O foco do Ministério Público agora é asfixiar o sistema financeiro clandestino que alimenta o crime organizado no setor.