Dilceu Sperafico*
Se o agronegócio brasileiro é destaque na geração de empregos no País inteiro, também está surpreendendo positivamente na oferta de vagas em atividades modernas e tecnológicas. É o caso da função de operadores de drones agrícolas, que está crescendo muito no interior do Brasil, com ganhos de 15 mil reais mensais, garantidos na época da colheita das lavouras. Operar o drone pulverizador, para quem não sabe, é comandar deslocamentos de equipamentos sobre plantações de soja, milho ou trigo, entre outras culturas, aplicando fertilizantes e defensivos, com precisão aérea. Assim, o operador de drones agrícolas tornou-se uma das figuras mais requisitadas no agronegócio brasileiro, devido à sua alta eficiência no acompanhamento e gestão de lavouras. O profissional técnico atua diretamente na pulverização de precisão e no mapeamento térmico, garantindo rendimentos elevados nas colheitas de diversas culturas.
A remuneração do operador também é outro atrativo para a categoria.
Durante o período de colheita das plantações, profissionais especializados alcançam ganhos mensais de até 15 mil reais. Esse valor reflete a alta demanda por tecnologia e conhecimentos no interior do País, onde a produtividade do agronegócio depende da capacidade e agilidade técnica para combater pragas e monitorar o desenvolvimento das plantas em tempo real. A remuneração varia conforme o modelo de negócio, abrangendo desde prestadores de serviços autônomos, até técnicos contratados por grandes propriedades rurais. A tecnologia auxilia na pulverização de precisão, através do uso de aeronaves não tripuladas que permitem aplicar insumos de forma localizada, reduzindo o desperdício de produtos químicos na lavoura. Essa precisão preserva a saúde do solo e garante que apenas as áreas afetadas recebam o tratamento necessário, otimizando os recursos financeiros do produtor rural.
Para isso, basta atender as exigências legais para operar drones no campo. Para atuar profissionalmente, é obrigatório possuir registro junto à
Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), para o uso das aeronaves, incluindo os drones. Além disso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), exige o curso de Coordenador de Operação de Aeronave Remota, para os operadores, garantindo que o profissional compreenda as normas de segurança e especificações defensivas de sua atividade. A utilização de veículo aéreo não tripulado exige responsabilidade civil e técnica constante durante todo o plano de voo. O cumprimento dessas diretrizes evita multas pesadas e assegura a integridade física das equipes que trabalham diretamente nas operações agrícolas. Até porque os drones permitem o
mapeamento térmico, que é essencial nas boas safras. Sensores térmicos identificam variações de temperatura nas folhas, sinalizando estresse hídrico ou presença de doenças antes mesmo que os danos sejam visíveis. Essa detecção precoce permite intervenções rápidas, salvando parcelas inteiras de plantações que seriam perdidas em métodos de monitoramento puramente visuais ou manuais antigos. De acordo com estudos técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a integração de dados digitais no manejo rural aumenta significativamente a eficiência produtiva e o resultado lucrativo da agropecuária, que é o principal objetivo do produtor rural.
*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado
E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

