A Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) projeta uma queda significativa na produção de culturas
de inverno para a safra 2025/26, com destaque para o trigo, influenciada por
fatores climáticos e baixa rentabilidade.
A redução é estimada em
13 por cento, para oito milhões e 800 mil toneladas. Estão previstas reduções
da área de cultivo e também do rendimento das lavouras, para o que a Conab levou
em conta seis culturas. A safra de canola deve crescer 29 por cento. Já as
colheitas de aveia, cevada, trigo, triticale e centeio serão menores que no ano
passado.

Trigo
A estimativa é de 6,6
milhões de toneladas, uma queda de 16% em relação à safra anterior (7,87
milhões de toneladas). A área plantada total de trigo no Brasil deve cair 9,2%,
somando 2,22 milhões de hectares.
A produtividade média
nacional deve recuar 7,5%, estimada em 2.979 kg/ha. A redução é justificada
pela baixa rentabilidade das últimas safras, preços internos abaixo da política
de garantia e incertezas climáticas, com riscos do fenômeno El Niño no Sul do
País.
Impactos no Mercado
- A menor produção nacional deve aumentar a dependência de importação de trigo.
Os preços internos do trigo têm encontrado sustentação devido à menor oferta,
com o Cepea apontando que o volume estimado para 2026 pode ser o menor desde
2020.
Apesar da queda no trigo,
a safra de grãos geral 2025/26 foi estimada em 356,34 milhões de toneladas, um
recorde influenciado por outras culturas. Apesar dessa redução na safra de
inverno, o abastecimento interno deve ser garantido, segundo as análises da
Conab.

