O governo federal vai
propor uma alteração na mistura do etanol anidro na gasolina de 30% (E30) para
32% (E32). Alteração, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre
Silveira, será enviada em até 15 dias para análise do Conselho Nacional de
Política Energética.
O anúncio foi feito,
nesta terça-feira (9), pelo ministro após reunião entre o presidente Lula,
representantes da área econômica e do setor de etanol, no Palácio do Planalto.
“Antes nós estávamos
limitados, na lei, a 27,5% e nós sabemos que podemos ir até E35. Mas os estudos
técnicos necessários, se avançar na mistura, nos permitem ir até o E32, foi uma
reivindicação trazida hoje pelo setor e que vai ser submetida por determinação
do presidente da república ao próximo Conselho Nacional de Política Energética
que será marcada nos próximos 15 dias”.
Alta do petróleo - Segundo Alexandre Silveira,
a proposta de ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina, prevista
na Lei do Combustível do Futuro, de 2024, tem o objetivo de tentar conter o
impacto da alta do petróleo no mercado internacional, em decorrência da guerra
no Oriente Médio.
“Deixando de ser
necessária a importação de gasolina e, com isso, minimizando os impactos também
da guerra, que nós sabemos que não é uma guerra nossa, mas que todos as medidas
necessárias para que a gente possa ter o menor impacto possível no Brasil, como
temos conseguido, tanto com as subvenções quanto com as desonerações, a gente
possa chegar na bomba com menor preço de combustível no Brasil”.
Redução na importação - O
governo federal estima que o aumento do percentual de etanol na gasolina, se
aprovado, vai reduzir a necessidade de importação de 450 milhões de litros de
gasolina para o Brasil.
Em junho do ano passado,
a quantidade de etanol na gasolina foi aumentada de 27% para 30%, quando também
houve alteração de 14% para 15% de biodiesel no diesel comum. Dessa vez, o diesel
não foi contemplado.

