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Morre Atilio Maróstica, que presidiu a Coopagro no auge do desenvolvimento do cooperativismo na região

Wanderley GraeffPor Wanderley Graeff
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Morre Atilio Maróstica, que presidiu a Coopagro no auge do desenvolvimento do cooperativismo na região
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O corpo do produtor rural e ex-presidente da Coopagro, Atilio Maróstica, foi sepultado na tarde desta sexta-feira (22) no Cemitério Cristo Rei. Ele faleceu na véspera e teve o velório realizado no período da tarde na Cripta da Catedral Cristo Rei.

 

Atilio tinha 85 anos. Ele nasceu em 22 de novembro de 1943 e presidiu a extinta Cooperativa Agropecuária Mista do Oeste (Coopagro) com sede em Toledo. A história da Coopagro entre as décadas de 1970 e 1980 ficou marcada por representar um importante ciclo de expansão da agroindústria e do cooperativismo no Oeste do Paraná.

 

A instituição chegou ao status de uma das maiores cooperativas do país, contando com entrepostos em municípios das regiões Oeste e Noroeste do Estado. Além disso, possuía uma extensa rede de supermercados com mais de duas dezenas de unidades, a indústria de fios de algodão Fiasul e uma grande frota de caminhões através da Transcoopagro. A Coopagro também foi uma das donas da Frimesa, gerou expressivo número de empregos e teve papel fundamental em ações como a orientação dos produtores rurais para a diversificação das suas propriedades, o que se mostrou uma assertiva, pois Toledo se consolidou nas décadas seguintes como a Capital do Agronegócio do Paraná.

 

A cooperativa entrou em uma profunda crise financeira no início da década de 1990, o que rendeu muito incômodo e prejuízos para os cooperados. Por conta de dívidas decorrentes de altos juros e supostas irregularidades de gestão - nunca investigados ou comprovados oficialmente -, a Coopagro entrou em processo de liquidação judicial, sendo seus entrepostos da região Oeste absorvidos pela Coamo em 1995.

 

Atilio Maróstica recebeu em 1988 o título de Cidadão Honorário de Toledo, por sua contribuição com o desenvolvimento econômico do município.

 

Em 1992, ele foi lançado candidato a prefeito pelo MDB, numa candidatura inédita por reunir adversários históricos no mesmo palanque, especialmente do PMDB e do PDS, sucessores dos antigos MDB e Arena. Era a chamada “frentona”, como ficou conhecida a coligação. Cerca de 30 dias antes da eleição, Maróstica desistiu da candidatura, sendo substituído pelo médico Gelson Leonardi. Era tarde para conter o fenômeno Albino Corazza Neto, do PDT, que desfrutava de grande prestígio popular devido à sua primeira gestão como prefeito e cumpria mandato de deputado estadual. Corazza venceu por expressiva margem de votos e teve um governo muito diferente do anterior, com muitos problemas financeiros e grande desgaste político e popular.

 

Desde que se afastou da Coopagro, Atilio se dedicava às atividades rurais. Ele também foi um dos fundadores da Credipagro, cooperativa de crédito que escapou do colapso da Coopagro e se transformou numa grande força como Sicredi Progresso Paraná/São Paulo.

 

Atilio deixou a esposa, Carmen, três filhos e netos.