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União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

Wanderley GraeffPor Wanderley Graeff
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União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro
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O governo federal se manifestou nesta terça-feira (12/5) sobre a decisão da União Europeia de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano no bloco.

 

Em nota conjunta, os ministérios da Agricultura e Pecuária, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e das Relações Exteriores afirmaram que receberam a notícia “com surpresa”.

 

Conforme destaca o comunicado, o governo brasileiro adotará todas as medidas necessárias para “reverter a decisão, retornar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de exportações para o mercado europeu”, destino para o qual o Brasil vende esses produtos há cerca de 40 anos.

 

A nota informa ainda que o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião agendada para esta quarta-feira (13/5) com autoridades sanitárias do bloco, a fim de buscar esclarecimentos sobre a decisão.

 

“Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu”, diz o texto.

 

O governo ressalta que, no momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente.

 

A União Europeia anunciou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco europeu.

 

A medida passa a valer em 3 de setembro e foi tomada porque, segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

 

Na prática, isso significa que produtos brasileiros como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão deixar de entrar no mercado europeu caso o governo brasileiro não consiga atender às exigências sanitárias até a data-limite.

 

A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia e ainda precisa ser formalizada no diário oficial da União Europeia para produzir efeitos legais definitivos. (Com Agência Brasil)